De volta das cinzas, a fênix faz QUAC!!



Estamos de volta pessoal. Sem perder muito tempo com explicações, já que os problemas são sempre os mesmos: a vida dura as vezes é implacável com nossos hobbies, mesmo os mais queridos. Mas se a paixão é verdadeira sempre tem volta, e prova disso é que cá estamos nós!
Vamos retomar a postagem das tiras e trazer algum conteúdo novo.


E que alegria poder voltar já comentando essa notícia fantástica: os próximos dois lançamentos em Capa Dura, com conteúdo topíssimo.

"Cinema" traz adaptações recentes Moby Dick, Retorno à Doce Vida, Casablanca, Drácula de Bram Ratoker, A Estrada da Vida e A Lenda do Pianista do Mar.
Publicadas bem recentemente nos formatos periódicos, tratam-se todas sem exceção de histórias que gostaríamos muito de ver em formato capa dura, com o acabamento merecido pela arte. Tratam-se de obras especiais e que figuram sem dúvida entre as melhores produções atuais dos quadrinhos Disney. Particularmente, minha favorita é o "Drácula de Bram Ratoker". Arte, trama, humor, coisa fina mesmo. =D

                                                                            via Abril Jovem


"Contos de Natal de Carl Barks". Capa dura, com essa arte maravilhosa de capa. Dispensa quaisquer comentários.

                                                                           via Abril Jovem



E também foi confirmado pelo Paulo Maffia via Facebook ainda outros dois lançamentos:
"História e Glória da Dinastia Pato" e "Um Brasileiro Chamado Zé Carioca"! Vamos ficar no aguardo por imagens/mais informações! :)

Sem dúvida, uma bela notícia pra gente sair da tumba comemorando!
Forte abraço!!

Tira do Dia: Pato Donald



Tira do Dia: Pato Donald



Tira do Dia: Pato Donald



Mensais de FEVEREIRO/2015!

Olá pessoal! Seguem as novidades que temos para este mês, no ramo das mensais:


 



Mickey nº 870


A atração principal é A Chantagem da Água, roteiro de Augusto Macchetto e desenhos de Giuseppe Dalla Santa. Essa história de 2011 saiu recentemente em uma Disney Comix em Portugal.

Temos o belo curta Futebol Clássico provavelmente transformado aqui em um quadrinho "mais ou menos". =\

A edição fecha com O Mistério das Cavernas Cranberry, história dinamarquesa publicada em 2013, com roteiro da tradicional dupla Carol & Pat McGreal e desenhos de Joaquin Sanchez.

Atenção ao detalhe do "vs. Mancha Negra" adicionado ao título, achei que ficou bem legal.




                                    


Minnie nº 46


Minnie conta com a publicação de inéditas da revista da personagem dos anos 90: 

"A Vingança dos Melros" de Rodolfo Cimino (roteiro) e Alessandro Perina (arte)

"Minnie Perdida no Espaço" de Nino Russo (roteiro) e de um Paolo Mottura (desenhos) mais jovem e com uma arte mais tradicional do que a de seus (fantásticos) trabalhos mais recentes.






Pateta nº 46


A mensal do Pateta vem com a italiana "Superpateta e o Último Superamendoim" de Francesco Artebani (roteiro) e Alessandro Perina (desenhos), história do final dos anos 90 e a dinamarquesa "Caçadores de Monstros" de Gorm Transgaard (roteiro) e Joaquin Sanchez (desenhos), publicada mais recentemente, em 2013.










Zé Carioca nº 2405


Zé Carioca é, como sempre, a mensal mais recheada.

A história de abertura é, como sempre, a única inédita. "A Patética Permuta de Personalidades" conta com roteiro de Arthur Faria Jr., desenhos de Gustavo Machado, arte-final de José Wilson Magalhães e cores de Fernando Ventura. A belíssima primeira página dá uma pista de que a excelente qualidade da produção brasileira se mantém.

A história conta com o retorno do Prof. Giroscópio, que apareceu mais recentemente na especialíssima "Acrescentando uma Torneira", que marcou a retomada da produção nacional de ZC.
O boçal já havia aparecido anteriormente em "Baby Zé" (aparição da qual a Rosinha se recorda neste preview) e também em "O Grande Nestoro".

As republicações que seguem são:

"A Vingança do Dr. Apolo Issão" - Ivan Saidenberg (roteiro) e Irineu Soares Rodrigues (desenhos): É uma espécie de continuação de "A Invasão dos Monstros", que saiu em Zé Carioca 2401, de outubro/2014. Curiosamente, a história já havia sido republicada várias vezes na Itália, mas nunca aqui, no país de origem. 

"Mudança Radical" - Gérson L. B. Teixeira (roteiro) e Gustavo Machado (desenhos).

"Uma Festa Bem Caipira"  - roteiro novamente de Gérson L. B. Teixeira e desenhos de Verci de Mello, traz o inusitado encontro da Madame Min com o Urtigão.

"O Paletó da Discórdia" - primeira republicação desta divertida história de Júlio de Andrade (roteiro) e Carlos Edgard Herrero (desenhos).

"A Caminho da Lua" - Eli Leon (desenhos) encerra a revista. 







Pato Donald nº 2440




"O Último Nabo Sobre a Terra" - Fausto Vitaliano (roteiro) e Ettore Gula (desenhos) traz o Superpato envolvido com os tradicionais perrengues sci-fi de Urtigão e seus nabos.

"Patópolis - Guia da Cidade" parece uma reportagem, provavelmente oriunda de uma matéria publicada recentemente na Topolino. Alguém que acompanha a publicação italiana saberia dizer melhor de que se trata/quando saiu?

"Tudo Parado" - Terry Laban (roteiro) e Miguel Fernandez Martinez (desenhos) é uma obscura história dinamarquesa, publicada por lá recentemente (apesar do código ser D2009).

"Levando Matilda Para Casa" - Carol & Pat McGreal (roteiro) e o meu desenhista atual favorito excelente Carlos Mota (desenhos), dupla (ou trio, no caso) que promete uma boa história. Detalhe que essa história foi publicada pela primeira vez há apenas duas semanas, ou seja, estamos recebendo a publicação quase simultânea! Muito legal! :D (e a história é código D2012 - poxa vida Dinamarca, quantas histórias vocês tem sobrando na fila pra publicação aí!?!?)

"A Vida é um Jogo" - One-page de Arild Midthun (roteiro e desenhos), não tem nem o que falar, já que a história inteira está ali! A Abril soltou essa gratuitamente, de lambuja. Clique ali e leia, fica valendo pelos meses de tiras diárias que prometemos colocar aqui e ainda estamos devendo como "Tira do Dia"! =D

                        



Tio Patinhas nº 596


"Missão Quase Impossível" - Carol & Pat McGreal (roteiro) e Giorgio Cavazzano (desenhos): Não encontrei essa história no I.N.D.U.C.K.S.! Será que estou sendo burro, ou se trata de história inédita mundialmente? =S
Tudo que se sabe até o momento é que o Tio Patinhas acaba de receber uma informação perturbadora.

"A Máscara de Fu Man Etchù" (Fu Manchu?) - Marco Gervasio (roteiro e arte): aventura do Ladrão de Casacas. Eu adoro essas histórias, coisa linda de se ver.

"Não fique de Bode" - Com Ped Hedman no roteiro, trata-se de uma história que foi publicada lá fora apenas recentemente e que é especial por contar com os desenhos do saudoso Mestre Vicar.



Fonte: Abril Jovem

Por enquanto é isso pessoal, voltamos depois pra falar mais desses e outros lançamentos! =)
Ótimo dia a todos!

Alphs

Degustando Nozes: Mensais de Janeiro/2015

Ano novo, conteúdo novo no blog! Inauguramos com este post o "Degustando Nozes", seção em que falaremos em pouco, todo mês, sobre os lançamentos de quadrinhos Disney.

Nossa intenção não é outra senão uma desculpa para prosear sobre os lançamentos, e convidamos os leitores a se expressarem também nos comentários. :D


Zé Carioca #2404 - 4/5 Avelãs - Muito Boa!


O Zé Carioca deste mês abre com "O Poço da Ilhota Misteriosa", roteiro de Arthur Faria Jr., desenhos e arte-final de Eli Leon e cores de Fernando Ventura. História com estilo clássico do Zé, mostra o malandro tentando tirar vantagem de uma propriedade de Rocha Vaz que não vem dando muito lucro (a tal ilhota misteriosa). Achando se tratar de algum tipo de paraíso tropical, Zé oferece ajuda, mas descobre tarde demais que a ilha não é bem o que ele pensava.

Bastante divertida, a história ganha pontos pelo ritmo, tem vários diálogos engraçados e bastante coisa acontecendo em cada quadrinho. Com a limitação de páginas da atual produção de inéditas código B, muitas vezes fica a sensação de que as histórias acabam sendo muito breves, sendo que as melhores histórias dessa nova leva, na minha opinião, foram as que usaram ao máximo o espaço disponível, que é o caso aqui.

Outra curiosidade interessante é que, seguindo a tradição do personagem, a história faz referências inusitadas à "cultura pop" atual. Desta vez, há referências aos programas do tipo "teoria da conspiração", do tipo vinculado pelo History Channel. A principal referência aqui parece ser "O Mistério de Oak Island", mas os caricatos entusiastas que visitam a ilha lembram as figuras que aparecem em programas voltados à ufologia e teorias diversas a respeito de alienígenas. Bem divertido, uma referência inusitada e bem utilizada!

A revista segue com as republicações, trazendo o Morcego Vermelho em "Que Palhaçada!" e Zé Carioca em "Nhoc, o lutador"; duas histórias divertidas porém comuns. 

"Suplemento de Trabalho", história nacional da série d'A Patada é outro ponto alto da revista, trazendo a clássica interação entre Patinhas, Donald, Peninha e Urtigão. 

"Que Cãofusão!", história curta do Pluto  de 1957 e com arte de Paul Murry, parece meio fora de lugar na mensal do Zé, mas não deixa de divertir.

Por fim, a republicação de "Apertem os Cintos que o Piloto é o Zé" encerra bem a revista com uma história bastante divertida do personagem.



Pato Donald #2439 - 3/5 Avelãs - Boa!

Grande parte da PD deste mês é ocupada por "Donald e a Magia do Teatro", que conta com Enrico Faccini no roteiro e Andrea Freccero na arte. O que dizer desta história? Hehehe... 

Bem, em primeiro lugar é importante destacar que a arte, em especial a arte final e colorização desta história é incrível. Os personagens são dinâmicos e expressivos, e a colorização é realmente muito bela. A arte dos italianos com os patos não costuma me agradar muito, mas neste caso o tom combina com a história, e é realmente um destaque.

Na história, Donald decide tentar se tornar ator para impressionar Margarida, que do nada se tornou uma grande entusiasta das artes cênicas. Para tanto, recebe ajuda do suspeito diretor Laszlo McQuack, um grande sem noção. Fora a piração do diretor Laszlo, Donald ainda encontra adversidades no pato Cebola, uma encrenqueiro local que vem debochando de nosso herói.

Acho que o gostar ou não desta história depende do quanto se aprecia o estilo do humor do Faccini. O autor preza pelo absurdo, tem vários momentos reservados ao humor puramente pastelão e apresenta personagens pouco ortodoxos do nada (como é o caso do tal Cebola). Porém, ele faz tudo isso muito bem, e a história tem seus grandes momentos de humor absurdo (o maior deles, talvez, no próprio final). É um estilo diferenciado do tradicional, mas que particularmente me agradou bastante.

Com pouco espaço sobrando, a revista encerra com a divertida "Surpresa!", comédia em torno de uma festa surpresa de aniversário para o Peninha. Uma curiosidade é que nessa história temos uma rara aparição do Biquinho!


Tio Patinhas nº 595 - 4/5 Avelãs - Muito Boa!

"Tio Patinhas e a Última Gramov", roteiro de Carlo Panaro e desenhos de Carlo Limido é uma história interessante do velho sovina. Nela, o Tio é convidado pela titular última Gramov para ajudá-la a resolver um mistério em um velho e sinistro castelo russo: supõe que nele esteja oculta a famosa Pedra Filosofal de Cagliostro, capaz de transformar chumbo em ouro. A história diverte bastante, com reviravoltas na trama e momentos engraçados. 
Sem cair no terreno dos spoilers (se bem que, dado que atrasamos violentamente com os reviews, provavelmente todo mundo que está lendo isso já leu a história), a cena decisiva da história é bem interessante, tratando de um assunto que se refere não apenas ao público infantil, como pode parecer superficialmente, mas que tem sim um significado mais profundo: como agir sob a forte pressão do medo?
Talvez o ponto fraco da história sejam os desenhos, em especial os personagens e suas expressões, que por vezes são caricatos e "soltos" demais.

"Trabalho Sujo" é uma história curta e bem engraçada do Superpato.

Encerrando a revista temos mais um roteiro de aventura do Patinhas: "A Ilha Fantasma". A revista faz bem em resgatar essa aventura de 1966, mas aparentemente houve um erro na seção de créditos, que coloca Rodolfo Cimino como responsável pelo roteiro e desenhos e Cavazzano na arte-final, sendo que na verdade a história é desenhada por Romano Scarpa, nome que não figura nos créditos!
A aventura é bastante divertida, vejo um grande charme nessas aventuras inéditas dos anos 60, pois elas possuem um estilo próprio que não é nem o atual italiano, nem o tradicional norte-americano.
É uma história longa onde bastante coisa acontece, ou seja, que põe o número de páginas para uso e isso é sempre apreciado. O roteiro, incrivelmente absurdo, remonta a algum seriado de sci-fi dos anos 60 e diverte tanto pela trama em si quanto pelos momentos de comédia pontuados e muito bem desenhados pelo Scarpa.



Minnie #45 - 2/5 Avelãs - Meh...

A revista da Minnie abre com "Minnie, Tebel e a Hora das Bruxas", roteiro de Giustina Porcelli e desenhos de Stefano Turconi. A história foi a primeira da primeira edição de "Minni amica del cuore", publicação italiana de 2001, daquele tipo "voltada para meninas", das quais já tivemos algumas aqui. E... bem, espero que as entrevistas e reportagens compensassem na época, porque a HQ não é lá essas coisas não... hehehe

Minnie e sua vizinha Tebel, uma camundonga que se interessa por magia e esoterismos, investigam Magara, uma suspeita vendedora da loja de ervas da qual são clientes assíduas. É, pois é, não parece muito boa e de fato não é uma história muito forte. A história não tem grandes momentos de comédia, e também não se qualifica no ramo da aventura, sendo que o mistério não empolga e o desfecho é previsível. A trama definitivamente funcionaria melhor como uma história secundária, e com bem menos páginas do que ocupa.

Talvez meu desagrado se explique também pela personagem Tebel, que acaba sendo o centro da história, da qual Minnie aparece como protagonista. Tebel já tinha aparecido (como Bebel, sabe-se lá por que!) na antiga série da Minnie, edição nº 22, na história "As Estrelas de Bebel". Não me lembro se a personagem chegou a aparecer mais recentemente, mas enfim, não é um personagem muito interessante ou expressivo. Mais uma vez, talvez se a história fosse mais curta e não ocupasse quase toda a revista, teria sido mais aproveitável.

Para salvar a edição, no entanto, temos uma divertida história curta protagonizada pelo Bafo. "A Noitada". Para escapar de ter que receber em casa uma parente indesejada, o Bafo resolve que é melhor cometer crimes até ir para a prisão. História bastante divertida, a arte de Maria Luisa Uggetti é bastante expressiva e mostra um Bafo muito carismático.


Pateta #45 - 2/5 Avelãs - Meh...

"O Teletransporte Portátil", com roteiro de Carlo Panaro e desenhos de Massimo de Vita é uma história com temas clássicos da dupla Mickey e Pateta: o que era para ser uma pescaria com o Cel. Cintra acaba virando uma investigação de um crime misterioso envolvendo um cientista genial. Acho que o problema com a história, a exemplo da história de abertura da Minnie, é o ritmo: a coisa se arrasta muito e por muitas páginas, o que ofusca um pouco as partes boas. Pateta e Mickey passam tempo demais conversando a toa, parando no posto de gasolina, procurando informações de onde fica o chalé onde se hospedarão, tudo isso sem nenhuma ligação direta com a trama, e sem momentos de humor, ou seja, o fidedigno filler. Quando as coisas do chalé começam a desaparecer e a investigação a respeito do que está acontecendo começa a acontecer, a história retoma algum interesse, mas já é tarde demais. Não se trata de uma história ruim: ela entretem, mas não é nada memorável.

A revista tem ainda mais uma história, com o Superpateta: "A Força Secreta" com roteiro de Marco Bosco e desenhos de Pier Dario Pennati. Essa história, por sua vez, é bastante divertida e mostra o Pateta tendo que lidar com uma transformação indesejada em seu alter-ego super-heróico.



Mickey nº 869 - 4/5 Avelãs - Muito boa!

"Quem Diria?", com roteiros de Casty e desenhos de Ettore Gula, é sem dúvida a melhor história publicada nessa leva de mensais. O roteirista faz bonito como sempre, trazendo uma trama com um elenco bastante grande de personagens tradicionais do Rato - Minnie, Clarabela, Cel. Cintra e até mesmo o infame Ranulfo - onde todos tem seu momento de destaque, com cenas divertidas e um ritmo enérgico. A história envolve a nova profissão do Ranulfo, que resolveu tentar a vida como paparazzo em um programa chumbrega de fofocas  - o titular "Quem Diria?" - e uma tradicional investigação policial do Cel. Cintra. Muito divertida, a história tem vários bons momentos e utiliza muito bem o elenco dos personagens clássicos. 

"Os Intrusos Misteriosos" , de Stefan Petrucha (roteiros) e Xavier Vives Mateu (desenhos) é uma história curta do Mickey e Doutor Sabetudo. A premissa é boa, mas um tantinho previsível.

Por fim, a revista encerra com "Panda-mônio", que não tem página no INDUCKS e não é, a rigor, uma história em quadrinhos. Trata-se de uma daquelas montagens com stills dos novos curtas animados do Mickey, neste caso, adaptando o episódio Panda-Monium . Essas adaptações não me agradam, acredito que praticamente toda a graça do curta se perde na passagem para o "quadrinho", são linguagens bastante diferentes. A narração por meio de "caption boxes" é péssima e dá um ar de infantilidade excessiva para a história. Enfim, acredito que não deveria ocupar as páginas que poderiam ser destinadas a verdadeiras HQs. No link do YouTube ali atrás você pode assistir o curta completo, que é bem melhor que ler essa adaptação.

No fim das contas, a história de abertura leva nas costas a qualidade da revista, sendo que as duas que a seguem passam longe de manter o padrão.

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Pessoal, por enquanto é isso, espero que tenham gostado deste novo espaço. Logo entramos em fevereiro e vamos tentar falar um pouco das revistas aqui mais cedo (quando ainda forem novidade, hehehe). Mas sabe como é, muitas coisas na vida e mais ainda na pilha de leitura atrasada, mas vamos levando! =D

Abraço a todos!

Alphs & Kinha


Mensais Disney de volta nos EUA

A IDW Publishing divulgou ontem, via Comic Book Resources, os planos para a publicação da linha de mensais Disney nos EUA. Olha aí ó:


 Podemos ver nesse plano várias informações de antemão:

- Uncle Scrooge, Donald Duck e Mickey Mouse renumeradas para #1, por motivos provavelmente de mercado (hoje em dia, não é fácil encontrar seriais com números superiores a #20 nas comic shops norte americanas, a renumeração se tornou endêmica!). Porém, a capa divulgada da primeira revista a ser lançada, US #1 (vejam ali abaixo) revela que a numeração antiga permanece na capa, ainda que em parênteses. Se a renumeração provavelmente desagrada a maioria dos colecionadores, pelo menos houve cuidado em manter a numeração original e um respeito pelo legado.

- Falando da US #1 / #405; notamos que ela está servindo como carro-chefe para essa leva de publicações. Isso mostra que há uma forte aposta no apelo do personagem, e a escolha de uma história principal de Cimino/Scarpa de 1966 e inédita no país pode indicar uma preocupação em não apenas arrebanhar novos leitores, mas em trazer material "clássico" inédito aos fãs norte-americanos de longa data.

- A história de abertura em questão é Tio Patinhas x Supermetralha, que só chegou ao Brasil em Tio Patinhas #541 (provavelmente essas histórias italianas mais antigas foram disponibilizadas apenas recentemente?). Uma escolha interessante, acompanhada de uma bela capa:



 - Podemos pensar: quais histórias estarão presentes em Donald Duck e Mickey Mouse? Acredito que a escolha das sagas do Casty para a mensal do Mickey provavelmente seria uma aposta certeira. No caso do Pato, histórias dinamarquesas? Superpato?

- Walt Disney Comics and Stories, por outro lado, mantém a numeração original (#723), não recebendo um #1, o que nos leva a crer que será uma mensal mais voltada ao aspecto "legado" da coisa. Será que ela trará republicações de clássicos, ou inéditas de autores clássicos (por exemplo, as diversas histórias código S que não saíram por lá?)

- Podemos ver também que estão programados TBPs das mensais, e que eles saem simultaneamente à 5a. edição de cada mensal. Será um encadernado com o "semestre" da mensal? Seria curioso, já que se trata de um mix mais ou menos aleatório. A escolha por TBPs temáticos ou com histórias que se interligam pareceria mais óbvia. Mas a IDW tem lançado TPBs dos semestres de sua linha infanto-juvenil em geral (por exemplo, de clássicos do Cartoon Network), o que torna alta a possibilidade de que seja isso mesmo. Talvez trate-se aqui de tentar atingir um público que não compra as edições avulsas, aguardando sempre pelos tradicionais encadernados, prática comum nos EUA.

- Foram anunciadas também capas variantes com temas relativos a atrações do Walt Disney World. Meh... Seria mais legal capas ao estilo "retrô", com os logos originais das revistas e ilustrações clássicas, não? =S

- Por fim, resta torcer pelo sucesso da série. O interesse em quadrinhos desse tipo nos EUA é bastante pequeno, mas a IDW tem feito um bom trabalho com uma linha infanto juvenil bastante extensa, indo de clássicos como Popeye e Peanuts, até produção de inéditas com a linha Cartoon Network dos anos 90/00. O sonho de muitos, que seria o estabelecimento de uma base para surgimento de novos talentos Disney USA, parece ainda distante. Mas se essas mensais funcionarem, talvez seja possível. Resta torcer! 

Por enquanto é só, mas logo mais voltamos com a primeiríssima... Degustação de Nozes!! ;D

Abração!
Alphs

Tira do Dia: Feliz Natal!

Pra encerrar o dia de Natal, duas tiras do Mestre dos Mestres.  =)
Um Feliz Natal e boas festas!!



Don Rosa na CCEXP 2014



Bom, a não ser que você, entusiasta do quadrinhos Disney que nos acompanha, tenha passado os últimos tempos escondendo-se embaixo de uma pedra ou vivendo na lua você deve estar sabendo que o Mestre Disney Don Rosa passou o último final de semana em terras tupiniquins, participando da Comic Con Experience 2014.

Muitos fãs estiveram presentes nos eventos que contaram com a presença de Mr. Rosa: sessões de autógrafos e um panel onde o autor foi convidado a falar sobre "Os 80 Anos do Pato Donald". Dentre eles, vários esquilos estiveram presentes no evento. Vamos falar um pouco sobre a palestra do Mestre, e contar um pouco de nossas experiência nesse evento tão especial!

Autógrafos e Prints

Mr. Rosa trouxe consigo várias prints de artes diversas de sua autoria, às quais podiam ser compradas diretamente com ele. Várias ilustrações, algumas já conhecidas e outras nem tanto, faziam parte do catálogo. Conhecido pelo detalhismo, o Mestre expressou via Facebook preocupação com a falta de espaço para expor as artes adequadamente. Tal preocupação se provou supérflua frente aos fãs brasileiros que fizeram filas durante todo o tempo disponível para os autógrafos, muitos aproveitando a chance de levar para casa as artes do Mestre assinadas. Em contrapartida, Rosa atendeu os fãs com extrema atenção, autografando itens diversos, sob a condição de que fossem publicações exclusivas de seu trabalho (publicações mistas não eram aceitas). Também fazia sketches de personagens diversos a pedidos (com as restrições e preferências já conhecidas pelos fãs, como a implicância com nosso querido Peninha).

Foi uma experiência muito especial, para muitos um verdadeiro sonho realizado. É bastante rara a oportunidade de termos contato com os Mestres por trás dos quadrinhos Disney, sendo que mesmo nossos conterrâneos só foram ganhando destaque recentemente (ainda temos esperança que o Herrero venha a aparecer em um Festival Guia dos Quadrinhos). A própria estrutura de eventos de quadrinhos dessa magnitude é bem recente, e esperamos que com iniciativas como as várias que tivemos neste ano apontem pra um futuro promissor nesse sentido.

Um dos grandes mistérios do universo dos Patos, a paternidade dos sobrinhos do
Donald, foi finalmente revelada no evento pelo autor.

Desenhando o jovem Patinhas no book do  álbum "The Life and Times of Scrooge",
do finlandês Tuomas Holopainen.

Algumas prints que estavam disponíveis para os fãs.

Conseguimos também presentear o Mestre com uma produção caseira de homenagem à sua obra, organizada pelos e com informações a respeito dos Esquilos. Temerosos do conhecido gênio crítico e jeitão linha-dura do figura, ficamos muito contentes com a aprovação de Mr. Rosa.

"- Hm... Very good, Squirrels!!"

Com o presente em mãos.

Cumprimentando o C.H.E.F.E.

Bate-papo com Don Rosa: Os 80 Anos do Pato Donald (ou não)



O bate-papo com o autor ocorreu no sábado, para lotação máxima (400 pessoas) no auditório Ultra. Mediado por André Conti, o tema da discussão remete à temática central das apresentações da Abril nos eventos de quadrinhos deste ano, sendo que a muitos fãs pareceu estranha a ausência da editora no evento. Na verdade, a Abril não esteve presente absolutamente no evento, o que explica o fato em grande parte.

Os 72 Anos do Pato Donald?

Logo na pergunta de abertura, Rosa atacou o tema da discussão, afirmando que, para ele, não existe essa história de Pato Donald 80 anos. Conforme já defendera em diversos meios anteriormente, o autor enfatizou que não tem interesse pelo Pato de Walt Disney, o qual considera meramente um "personagem-ator", desprovido de personalidade e que era usado conforme a necessidade dos curta-metragens, focados em um humor pastelão. Afirma que "seu" Donald é o Donald de Carl Barks, indissociável de sua Patópolis, sua família e seus problemas cotidianos, sua personalidade e desafios particulares. "Seu" Pato Donald teria nascido, portanto, em 1942 em "Donald Duck Finds Pirate Gold" e não 8 anos antes, em "The Wise Little Hen".

Disseminando a Palavra

Bem conhecida dos fãs, a polêmica de Rosa com a Disney e os direitos autorais foi abordada pelo autor, que afirmou ter tomado como sua missão informar, em suas visitas pela Europa e, agora, América Latina, sobre a verdadeira autoria dos quadrinhos Disney, da tradição que, segundo ele, surgiu com Barks e que não deve ser associada à "grande corporação" Disney.

Editora Abril

Ainda no assunto dos direitos autorais, Rosa afirmou seu descontentamento com a Editora Abril, detentora dos direitos de publicação de seu trabalho no país. Como é bem sabido dos fãs, o autor critica o fato de não receber royalities pela reimpressão contínua de seus trabalhos, e é proibitivo ao uso de seu nome para divulgar tais produtos, por conta disso. Rosa patenteou o uso do nome em diversos países, e afirmou que exige o controle do conteúdo e formato das publicações que pretendem usar seu nome para se promover. Contou que em vários países a experiência foi positiva (como é o caso da coleção de luxo de suas obras lançada na Alemanha, e a recente coleção em capa dura da Fantagraphics, nos EUA). Afirmou que a Editora Abril foi intransigente em aceitar suas condições, e que por conta disso não permitiu que seu nome fosse apresentado no título de suas publicações.

Don Rosa e a Banda Desenhada

Perguntado pelo mediador a respeito das mudanças do sistema de quadrinhos Disney, que foram de um período em que os autores não eram creditados por nome até a publicação da coleção da Fantagraphics em seu nome, Rosa respondeu com uma aula sobre o sistema norte-americano de "direct sales", e defendeu a posição de que o mesmo é responsável pelo encolhimento do mercado de quadrinhos norte-americano. Afirmou ter vergonha da situação do mercado de comics norte-americano, acreditando se identificar mais com o estado da arte no contexto europeu. Contou entusiasmar-se ao visitar as comic shops francesas, e falou sobre a facilidade em se encontrar uma revista Disney em qualquer esquina nos países Nórdicos. Expressou seu desgosto com o gênero de super-heróis, reafirmando que identifica seu trabalho como mais próximo ao que a Europa continuou a fazer.

Mr. Rosa Rockstar

O Mestre enfatizou ainda o quão diferente é sua relação com o público norte-americano e o público europeu de maneira geral. Afirmou ser absolutamente desconhecido em seu país natal, enquanto que, quando visita a Europa, pula do anonimato para as manchetes de jornal, algo que considera até hoje extremamente surreal. Divertiu-se ao contar que participou de programas de entrevista nas TVs locais de países como a Finlândia, mas que jamais faria o mesmo nos EUA. Perguntado pela esposa sobre como consegue se portar tão naturalmente nessas situações, ele afirma que não se preocupa absolutamente, pois sabe que no fundo nada daquilo é real. Frente às risadas do público, o autor afirmou jocosamente que ainda suspeita no fundo de que tudo isso se trata de uma grande peça bastante elaborada que tais federações insistem em pregar nele.

Herdeiro do trono

Don Rosa contou que o reconhecimento de seu trabalho pelos fãs europeus legitima para ele a realização de um sonho que ele percebe até hoje como extremamente surreal. Reafirmando sua admiração pelo trabalho pioneiro de Carl Barks, contou que foi tardiamente em sua vida que decidiu se arriscar a criar quadrinhos com seus personagens favoritos, e que nunca imaginou que seria reconhecido como um dos maiores autores do meio, como é hoje em dia. Várias matérias da imprensa nacional sobre a vinda do Mestre descreveram-no como principal herdeiro do legado de Carl Barks, ideia que o autor descreveu como bastante querida. Emocionado, Rosa recebeu uma ovação em pé dos fãs presentes, num momento bastante emocionante entre fãs e artista.


Torçamos para que este evento seja o primeiro de muitos, e que a presença não apenas do Mestre Rosa mas dos autores Disney em geral seja crescente nos eventos de quadrinhos nacionais, que tem felizmente crescido e se desenvolvido bastante nos últimos anos.

Grande abraço a todos, uma ótima semana!

Alphs & Kinha